Criptografia, privacidade, segurança e governança
Sala Capiba – 1º andar
Encruzilhada de saberes
Praça do Frevo – 3º andar
Expressões populares, direitos culturais, territórios e midiatização
Sala Nelson Ferreira – 1º andar
Quatro Cantos
Praça do Frevo – 3º andar
09:30 – 09:50 – Painel
Mesa de abertura
IP.rec e apoiadores do evento
09:50 – 11:10 – Painel
Festejando culturas sustentáveis
Bruna Albuquerque
Gaby Dantas
Luciana Félix
Vini Castello
Moderação – Igor Travassos
Antes de qualquer formalização da “ecologia” como campo do conhecimento, os saberes populares já apontavam o caminho da tradição à inovação, aliando a produção das condições de vida humana e a preservação ambiental. Da labuta aos festejos, da casa à comunidade, as práticas culturais enraizadas na terra, no corpo e nos modos de vida populares se articularam para lidar com os desafios de seus tempos. Hoje, o novo cenário desenhado pelas tecnologias digitais e pelas mudanças climáticas demanda reinvenções. A proposta da mesa é refletir sobre como a cultura popular pode inspirar respostas criativas e coletivas às crises ambientais, ao mesmo tempo em que resguarda a pluralidade, a memória e a vitalidade dos territórios.
11:20 – 11:40
Baile de Máscaras
Sala Capiba – 1º andar
11:30 – 12:50 – Oficina
Quando “stalkear” alguém se torna um problema? Enfrentando a violência de gênero facilitada pelo uso de tecnologias
Anicely Santos (IP.rec)
Rhaiana Valois (IP.rec)
Luana Batista (IP.rec)
Thaly Sanches (Todas as Letras)
O avanço das tecnologias digitais trouxe novas formas de violência, como a perseguição online facilitada por softwares espiões e aplicativos de uso duplo, que frequentemente associados a discursos confudem cuidado com vigilância e a narrativas de controle e ciúme excessivo. O Brasil está entre os países mais afetados por esse problema. Esta oficina, do projeto Expondo Stalkerware (IP.rec), une teoria e prática, abordando aspectos legais e sociais, além de estratégias de proteção, com foco em mulheres, meninas e pessoas LGBTQIAPN+.
Quatro Cantos
Praça do Frevo – 3º andar
11:30 – 13:30 – Oficina infantil
Codifica Kids
Fernando dos Santos (Instituto Aaron Swartz)
Lucas Marques (Instituto Aaron Swartz)
Classificação indicativa: 10 anos
O objetivo da atividade é a simulação de uma comunicação baseada em comutação de pacotes, semelhante ao funcionamento da Internet. Os participantes criam mensagens ou desenhos, que são transmitidos como pacotes de dados, permitindo uma compreensão prática de como as informações são enviadas e protegidas online.
Madeira de Lei
Sala Nelson Ferreira – 1º andar
11:30 – 12:50 – Debate
Taxar os BBB e Multiplicar a Cultura do Povo! Como a taxação de bilionários, big techs e bets pode pode impulsionar a cultura nos territórios
Vereadora Brisa Bracchi (PT Natal/RN)
Vereadora Mari Lacerda (PT Fortaleza/CE)
Renato Lima dos Santos (UFRN/Enegrecer)
Moderação – José Germano Neto (UFRN)
Relatoria – Yuri Silva Lima (UFC)
A taxação do BBB (bilionários, big techs e bets) é também uma luta cultural. Este debate se propõe a discutir como transformar esses recursos em política pública: freando a apropriação digital dos saberes da tradição e financiando iniciativas culturais das mais diversas – de mestres e brincantes a produtores periféricos –, para que a tecnologia fortaleça, e não esvazie, a cultura popular e periférica.
Almoço
Quatro Cantos
Praça do Frevo – 3º andar
14:00 – 15:20 – Painel
Colher dados para cultivar cidadania
Arthur Souza
Clarissa Mendes
Evelyn Gomes
Lori Regattieri
Moderação – Anicely Santos
Os dados desempenham um papel crucial na defesa do meio ambiente: permitem identificar áreas de degradação, revelar padrões de violência contra comunidades tradicionais e defensores ambientais, além de indicar caminhos para fortalecer iniciativas comunitárias voltadas à preservação dos biomas e à construção de modos de vida sustentáveis. Quando ocultados ou manipulados, porém, os dados cedem lugar para a opacidade, dificultando a fiscalização social e favorecendo práticas predatórias que agravam a devastação ambiental e as mudanças climáticas. Nesta mesa, discutiremos como a coleta e a produção cidadã de dados podem contribuir para uma sociedade sustentável e transparente, e como o “desaparecimento” de informações compromete o estabelecimento de uma democracia ecológica.
Baile de Máscaras
Sala Capiba – 1º andar
15:30 – 16:20 – Oficina
Como criar um Kit de Sobrevivência Digital?
José Germano Neto (UFRN)
Vinícius Fernandes (MTST)
Yuri Silva Lima (Childfund/UFC)
Oficina prática que conecta criptografia, privacidade e segurança digital à participação coletiva. O objetivo é capacitar participantes a identificar vulnerabilidades e construir respostas coletivas, integrando ferramentas criptografadas, protocolos de segurança e modelos de governança. Juntos, co-criaremos um ‘Kit de Sobrevivência’ com estratégias de resistência, desde a escolha de ferramentas seguras até políticas de uso ético, fortalecendo a soberania digital de organizações e territórios.
Quatro Cantos
Praça do Frevo – 3º andar
15:30 – 17:30 – Mostra Audiovisual
A Menina e o Pote (2024) 12′
Direção: Valentina Homem
Dir. arte: Tati Bond
Brega protesto – Sem Destruição (2020) 4′
Coletivo Caranguejo-Tabaiares Resiste; Grupo Adolescer; Coquevídeo, Coletivo Coque (R)existe, CPDH (Centro Popular de Direitos Humanos), Fórum Comunitário
O Sarcófago (2010) 19′
Direção: Daniel Lisboa
Hoje Eu Só Volto Amanhã (2024) 8′
Direção: Diego Lacerda
Dir. arte: Diego Lacerda, Luan Hilton, Chia Beloto, Marila Cantuária, Juliette Perrey, Marcelo Vaz, Yuri Shmakov, Raul Souza, Gio Guimarães, Gabriel De Moura, Bruno Luna, Rubens Caetano
Frevo Michiles (2023) 84′
Direção: Helder Lopes
Madeira de Lei
Sala Nelson Ferreira – 1º andar
15:30 – 16:20 – Palestra
Comunicação Cultural em Jogos Digitais
Ingrid França
Gustavo Tenório
Discutiremos o jogo digital como mídia artística e artefato cultural, suas características únicas, suas dificuldades e seu potencial. Como os jogos digitais representam suas culturas e como Estados e instituições têm se apropriado disso? O que se tem feito e o que se falta fazer para o Brasil se ver representado também nos jogos digitais? Como os mecanismos da indústria de jogos afetam os processos de amplificação, preservação e resistência cultural?
16:20 – 16:40
16:20 – 16:40
16:20 – 16:40
Baile de Máscaras
Sala Capiba – 1º andar
16:40 – 17:30 – Palestra
Os lugares dos territórios brasileiros diante da disputa tecnogeopolítica
Lauro Accioly Filho (PPGRI-San Tiago Dantas)
A palestra busca apresentar o mapeamento da influência da política internacional, entrelaçada à disputa tecnogeopolítica, nas dinâmicas políticas geolocais, desde a instalação de data centers até a exploração de minerais críticos. O debate abordará as medidas comerciais coercitivas dos EUA e a flexibilização ambiental com a PL da Devastação em evidência, destacando precarização do trabalho, riscos às comunidades locais e violências ligadas à produção tecnológica voltada ao lucro externo.
Quatro Cantos
Praça do Frevo – 3º andar
15:30 – 17:30 – Mostra Audiovisual
A Menina e o Pote (2024) 12′
Direção: Valentina Homem
Dir. arte: Tati Bond
Brega protesto – Sem Destruição (2020) 4′
Coletivo Caranguejo-Tabaiares Resiste; Grupo Adolescer; Coquevídeo, Coletivo Coque (R)existe, CPDH (Centro Popular de Direitos Humanos), Fórum Comunitário
O Sarcófago (2010) 19′
Direção: Daniel Lisboa
Hoje Eu Só Volto Amanhã (2024) 8′
Direção: Diego Lacerda
Dir. arte: Diego Lacerda, Luan Hilton, Chia Beloto, Marila Cantuária, Juliette Perrey, Marcelo Vaz, Yuri Shmakov, Raul Souza, Gio Guimarães, Gabriel De Moura, Bruno Luna, Rubens Caetano
Frevo Michiles (2023) 84′
Direção: Helder Lopes
Madeira de Lei
Sala Nelson Ferreira – 1º andar
16:40 – 17:30 – Palestra
Do brega à política: algoritmos, cultura popular e direitos autorais
Amanda Dias (UFPE/LIGADDOS)
Ana Cristina Carneiro (UFPE/LIGADDOS)
Katelyn Lohan (UFPE/LIGADDOS)
A proposta analisa o brega recifense enquanto cena cultural e plataforma política, marcada pela midiatização em redes e pelo uso de algoritmos que moldam visibilidade, consumo e renda. Discutiremos como a mercantilização, os filtros e recomendações impactam narrativas, territórios e artistas, e quais conflitos emergem em direitos autorais, remuneração e uso de samples. O debate aproxima cultura popular e tecnologia, apontando estratégias de proteção e circulação justa de conteúdos.
Quatro Cantos
Praça do Frevo – 3º andar
17:40 – 19:00 – Painel
Códigos de resistência: como a tecnologia protege quem denuncia
Cícera Nunes
Kadu Tapuya
Sérgio Amadeu
Victor Moura
Moderação – Rhaiana Valois
Em contextos de repressão, direitos fundamentais como privacidade, liberdade de expressão e comunicação tornam-se particularmente vulneráveis, expondo jornalistas, ativistas e lideranças comunitárias a riscos significativos. O workshop explora estratégias de proteção digital para pessoas que atuam em cenários de alto risco, com ênfase na criptografia como meio para garantir comunicação segura e em ferramentas de monitoramento da devastação ambiental. A partir de experiências diversas, o encontro articula práticas pedagógicas, comunitárias e técnicas voltadas à defesa de direitos humanos, à proteção de territórios e à salvaguarda de informações sensíveis. Além disso, promove reflexões críticas sobre a interseção entre tecnologia, poder e sociedade, destacando como práticas digitais seguras fortalecem a autonomia e a capacidade de resistência daqueles que atuam na defesa de causas sociais e ambientais.
Encerramento
CriptoFervo
Orquestra Esquadrão do Frevo
A CriptoFrevo é um evento gratuito, aberto e colaborativo para pensar e experimentar a relação entre tecnologia e cultura, aproximando debates de direitos digitais às expressões culturais populares que vibram em Pernambuco.
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